Veja o que simular antes de escolher o regime tributário de 2027: faturamento, folha, margem, clientes, créditos, CBS e IBS.
Por Cleiton Celini e Gledson Alves, sócios e contadores da AUDICONT Contabilidade
Esta matéria dá continuidade à análise publicada anteriormente sobre a escolha do regime tributário, avançando para uma nova variável da decisão.
A decisão começa pela receita projetada
Histórico de 12 meses, sazonalidade, contratos e crescimento precisam ser testados. Um mês multiplicado por 12 não substitui projeção.
Folha e margem devem estar no mesmo modelo
Folha pode alterar o comportamento do Simples; margem ajuda a medir a distância entre resultado real e presunção e quando o Lucro Real merece teste.
Clientes e cadeia passam a pesar mais
Em B2B, créditos de CBS e IBS podem afetar preço e competitividade. A empresa precisa entender não apenas quanto recolhe, mas como sua escolha aparece para quem compra.
Setembro exige atenção
Determinadas opções para o Simples de 2027 e para recolhimento regular de CBS e IBS ocorrem em setembro de 2026.
A simulação deve produzir cenários
O modelo deve comparar cenário conservador, provável e de crescimento, mostrando carga, fluxo de caixa, impactos operacionais e premissas.
A escolha precisa ser documentada
Registrar dados, premissas e razões facilita revisões quando faturamento, atividade, margem, folha ou legislação mudarem.
Erro x consequência
| Ponto de atenção | Possível consequência |
|---|---|
| Receita projetada | Testar limites e crescimento |
| Folha e pró-labore | Medir efeito no Simples |
| Margem e despesas | Comparar presunção e resultado |
| Clientes B2B/B2C | Avaliar créditos e preço |
| CBS e IBS | Simular 2027 |
| ERP e documentos | Validar capacidade operacional |
Decisão tributária precisa ser sustentada por dados
Na avaliação de Cleiton Celini e Gledson Alves, sócios e contadores da AUDICONT Contabilidade, a escolha precisa combinar dados contábeis, operação, legislação e projeção de crescimento, e não uma regra genérica baseada apenas em alíquota.
Uma assessoria fiscal e tributária pode estruturar cenários comparáveis e acompanhar as variáveis que mudam a conclusão.
A sequência continua na matéria sobre a próxima etapa da análise.
FAQ
Qual é o principal erro nessa análise?
Usar uma única variável para decidir um regime que depende de vários fatores.
Faturamento sozinho resolve a escolha?
Não. Folha, margem, atividade, clientes e operação também interferem.
É necessário trabalhar com projeções?
Sim. Histórico e cenários ajudam a antecipar limites e mudanças.
A Reforma Tributária precisa entrar na conta?
Sim. CBS e IBS alteram o ambiente de 2027.
A escolha deve considerar operação e ERP?
Sim. O regime precisa ser compatível com emissão fiscal, cadastros e controles.
Quando revisar a decisão?
Sempre que houver mudança relevante na legislação ou na estrutura da empresa.
Fontes consultadas
Ministério da Fazenda / CGSN - adequação do Simples Nacional à Reforma Tributária. Informações conferidas na fonte oficial.
Ministério da Fazenda - prazo para ingresso no Simples Nacional em 2027. Informações conferidas na fonte oficial.
Receita Federal - material oficial da Reforma Tributária do Consumo. Informações conferidas na fonte oficial.