Dia do Corretor de Imóveis: profissão que move o mercado

Celebrado em 27 de agosto, o Dia do Corretor de Imóveis reconhece profissionais que participam de decisões patrimoniais importantes e ajudam a movimentar negócios, investimentos e o mercado imobiliário brasileiro.

Por Cleiton Celini e Gledson Alves, sócios e contadores da AUDICONT Contabilidade.

27 de agosto celebra o Dia do Corretor de Imóveis

Comprar o primeiro imóvel, encontrar um novo endereço para uma empresa, investir em uma propriedade ou negociar a venda de um patrimônio.

Em decisões como essas, o corretor de imóveis ocupa uma posição que vai muito além de apresentar propriedades.

No Brasil, 27 de agosto é o Dia do Corretor de Imóveis, data que reconhece uma profissão diretamente ligada ao patrimônio, aos investimentos e à realização de projetos pessoais e empresariais.

A escolha do dia remete à primeira regulamentação da profissão no país, ocorrida em 27 de agosto de 1962.

Desde então, o mercado imobiliário mudou profundamente. Novas tecnologias surgiram, os consumidores passaram a ter acesso a um volume muito maior de informações e as próprias negociações se tornaram mais complexas.

Mesmo assim, um elemento permanece fundamental: a confiança.

Mais do que aproximar compradores e vendedores

A legislação atribui ao corretor de imóveis a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, além da possibilidade de opinar sobre a comercialização imobiliária.

Na prática, porém, o trabalho envolve uma relação muito mais ampla.

O profissional precisa compreender necessidades, identificar oportunidades, acompanhar negociações, organizar informações e ajudar as partes durante decisões que frequentemente envolvem valores elevados.

Um imóvel pode representar:

  • a principal aquisição de uma família;
  • uma fonte de renda;
  • um investimento de longo prazo;
  • a sede de uma empresa;
  • a expansão de uma operação;
  • a construção de patrimônio.

Por isso, a qualidade da intermediação pode influenciar diretamente a segurança e a qualidade da decisão.

Confiança é um dos principais ativos da profissão

Uma negociação imobiliária envolve informações financeiras, patrimoniais e pessoais.

Quem compra, vende, aluga ou investe espera encontrar no profissional não apenas conhecimento comercial, mas também responsabilidade.

Ética, transparência, conhecimento do mercado e capacidade de negociação ajudam a construir uma relação de confiança entre as partes.

O próprio CRECISP, ao abordar o Dia Nacional do Corretor de Imóveis em 2026, ressaltou que o mercado se tornou mais complexo e que documentação, contratos, financiamentos e questões tributárias, condominiais e urbanísticas podem interferir nas negociações.

Isso aumenta a importância da capacitação contínua e do conhecimento dos limites de atuação de cada profissional.

A tecnologia mudou o mercado imobiliário

Portais especializados, redes sociais, visitas virtuais, assinaturas eletrônicas, sistemas de CRM e inteligência artificial transformaram a maneira como imóveis são divulgados e negociados.

O cliente também mudou.

Antes mesmo do primeiro contato com um corretor, muitas pessoas já pesquisaram preços, localização, características do imóvel e informações sobre a região.

Essa transformação não elimina o papel do profissional. Ao contrário.

Quanto maior a quantidade de informação disponível, mais relevante pode se tornar a capacidade de separar dados realmente úteis de informações que não representam adequadamente uma oportunidade.

Ferramentas ajudam a localizar imóveis. Mas compreender expectativas, negociar condições e acompanhar uma decisão patrimonial continua exigindo relacionamento e conhecimento.

O corretor também é gestor da própria atividade

Existe ainda um aspecto menos percebido por quem observa o mercado de fora.

Além de vender, prospectar e atender clientes, muitos corretores precisam administrar a própria atividade profissional.

Isso envolve controlar receitas, despesas, comissões, investimentos em divulgação, plataformas, deslocamentos e estrutura de atendimento.

À medida que a atividade cresce, outras decisões também aparecem.

  • continuar atuando como pessoa física ou estruturar uma empresa;
  • definir corretamente a atividade econômica;
  • escolher a forma de tributação adequada;
  • separar finanças pessoais e profissionais;
  • controlar o fluxo de caixa;
  • acompanhar o resultado da atividade;
  • organizar documentos fiscais e contábeis.

O profissional que passa a enxergar sua atuação também como um negócio consegue tomar decisões com uma visão mais completa.

Faturamento não é o mesmo que resultado

Essa distinção é especialmente importante em atividades baseadas em comissões.

Uma venda pode gerar uma receita relevante em determinado mês, enquanto os meses seguintes apresentam comportamento completamente diferente.

Além disso, para que a negociação aconteça, podem existir despesas com marketing, plataformas imobiliárias, deslocamentos, estrutura, tecnologia e prospecção.

Por isso, analisar apenas quanto foi recebido não mostra necessariamente quanto o profissional efetivamente ganhou.

O acompanhamento das despesas e da rentabilidade ajuda a responder perguntas importantes:

  • Quanto custa gerar uma oportunidade?
  • Qual é o resultado médio por negociação?
  • Quanto da receita está sendo consumido pelas despesas?
  • Existe reserva financeira suficiente para períodos com menor volume de negócios?

Responder essas perguntas faz parte da gestão profissional da atividade.

Pessoa física ou pessoa jurídica?

Com o crescimento do faturamento, é natural que alguns corretores passem a avaliar a constituição de uma empresa.

Mas a decisão não deve ser baseada apenas na expectativa de pagar menos impostos.

Faturamento, estrutura, despesas, forma de atuação e planejamento profissional precisam ser avaliados em conjunto.

CNAE, natureza jurídica, enquadramento tributário, pró-labore, distribuição de resultados e obrigações da empresa também fazem parte dessa análise.

Em alguns casos, a pessoa jurídica pode contribuir para organizar e profissionalizar a atividade. Em outros, a estrutura pode não produzir a vantagem esperada.

Por isso, cada situação precisa ser analisada individualmente.

Contabilidade também pode produzir informação para gestão

A contabilidade não precisa ser utilizada somente para calcular impostos ou cumprir obrigações.

Quando as informações da atividade estão organizadas, elas ajudam a compreender melhor o próprio negócio.

Receitas, despesas, resultado, retiradas e evolução do faturamento podem fornecer uma visão mais clara da operação.

Na avaliação de Cleiton Celini e Gledson Alves, sócios e contadores da AUDICONT Contabilidade, a profissionalização da gestão tende a ganhar importância conforme o corretor amplia sua carteira de clientes, movimentação financeira e estrutura de trabalho.

Da mesma maneira que uma oportunidade imobiliária precisa ser analisada antes de uma decisão, a própria atividade profissional também se beneficia de informações confiáveis.

Uma profissão que participa de grandes decisões

O mercado imobiliário continuará mudando.

Novas tecnologias devem tornar pesquisas, avaliações e negociações cada vez mais rápidas.

Mas velocidade não substitui confiança.

Por trás de cada imóvel existem pessoas, empresas, recursos financeiros, expectativas e decisões de longo prazo.

É nesse ponto que o trabalho do corretor ganha significado.

Ele conecta quem procura com quem oferece, aproxima oportunidades de investidores e participa de momentos que podem representar uma mudança importante na vida de pessoas e empresas.

Nossa homenagem aos corretores de imóveis

Neste 27 de agosto, a AUDICONT Contabilidade parabeniza todos os corretores de imóveis pelo seu dia.

Nosso reconhecimento aos profissionais que, com conhecimento, ética, dedicação e capacidade de negociação, ajudam diariamente pessoas e empresas a transformar decisões importantes em novos projetos, investimentos e conquistas.

A todos os corretores de imóveis, parabéns pelo seu dia e pelo importante papel desempenhado no desenvolvimento do mercado imobiliário e da economia brasileira.

Perguntas frequentes

Quando é comemorado o Dia do Corretor de Imóveis?

O Dia do Corretor de Imóveis é comemorado no Brasil em 27 de agosto.

Por que o Dia do Corretor é celebrado em 27 de agosto?

A data remete à primeira regulamentação legal da profissão de corretor de imóveis no Brasil, ocorrida em 27 de agosto de 1962.

O que faz um corretor de imóveis?

O corretor atua na intermediação de compra, venda, permuta e locação de imóveis e pode opinar sobre a comercialização imobiliária, conforme previsto na legislação profissional.

Corretor de imóveis pode trabalhar como pessoa jurídica?

Sim. Dependendo da estrutura profissional e empresarial, a atividade pode ser exercida por meio de pessoa jurídica, observadas as exigências legais, fiscais, contábeis e profissionais aplicáveis.

Vale a pena o corretor abrir uma empresa?

Depende do faturamento, despesas, estrutura e forma de atuação. A análise não deve considerar somente impostos, mas também custos, obrigações e planejamento da atividade.

Como a contabilidade pode ajudar um corretor de imóveis?

Além do cumprimento das obrigações fiscais e contábeis, informações organizadas podem ajudar no acompanhamento das receitas, despesas, resultado, tributação e planejamento da atividade profissional.

Fontes consultadas

CRECISP - 27 de Agosto: Dia Nacional do Corretor de Imóveis.
O material publicado pelo CRECISP aborda a relevância da profissão e a complexidade atual das negociações imobiliárias.

Presidência da República - Lei nº 6.530, de 12 de maio de 1978.
A legislação profissional vigente disciplina o exercício da profissão e suas atribuições.

Presidência da República - Lei nº 4.116, de 27 de agosto de 1962.
A primeira regulamentação legal da profissão foi publicada em 27 de agosto de 1962.

Presidência da República - Decreto nº 81.871, de 29 de junho de 1978.
O decreto regulamentador complementa as regras aplicáveis à profissão.